domingo, 28 de junho de 2026

Velocidade, Dados e Asfalto: O Ciclismo Moderno Conquista Brasília no Brasileiro de Estrada 2026



Velocidade, Dados e Asfalto: O Ciclismo Moderno Conquista Brasília no Brasileiro de Estrada 2026

O coração do Brasil ferveu sob duas rodas. Brasília acaba de sediar o Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Estrada Elite e Sub-23 2026, entregando provas que consolidam de vez a nova era do esporte no país: o ciclismo moderno.

Esqueça aquela velha ideia de que vence apenas quem tem mais força nas pernas. Nas avenidas largas e no vento constante da capital federal, o que se viu foi um verdadeiro espetáculo de tecnologia, estratégias de equipe milimetricamente calculadas e atletas que usam dados em tempo real para decidir o momento exato de atacar.

O Tabuleiro de Xadrez a 50 km/h

As vias planas de Brasília enganam quem acha que o circuito é fácil. O vento do Planalto Central atua como um fator crucial na dinâmica do pelotão, exigindo o ápice do que chamamos de ciclismo moderno:

  • Aerodinâmica e Tecnologia: Bicicletas com quadros de carbono integrados, medidores de potência (watts) guiando o esforço dos atletas e roupas tecnológicas para cortar o vento. Cada detalhe poupa os watts preciosos necessários para o sprint final.

  • A Era dos Dados: Os atletas modernos não correm por instinto. Eles sabem exatamente o seu limiar de esforço (FTP) e gerenciam sua energia olhando para o ciclocomputador no guidão.

  • Trabalho de Equipe Coeso: Bloquear o vento para o líder, criar redes de fuga e desgastar os adversários. No esporte atual, ninguém vence sozinho.

Os Grandes Campeões de 2026

A competição coroou atletas que souberam ler a corrida perfeitamente em um asfalto técnico e sob ritmo alucinante.

Elite Masculino: A Consagração Estratégica

A prova de resistência da Elite Masculina foi um exemplo prático de paciência e precisão. João Pedro Rossi conquistou o tão sonhado título nacional após aproveitar o desgaste extremo dos adversários e lançar um ataque definitivo nos momentos finais.

O pódio refletiu o alto nível técnico do evento, misturando a nova geração com nomes consagrados do esporte nacional:

PosiçãoAtletaDestaque na Prova
1º Lugar (Ouro)João Pedro RossiAtaque cirúrgico no final após grande exibição na semana
2º Lugar (Prata)Thiago Duarte NardinConsistência impressionante no sprint do pelotão
3º Lugar (Bronze)Henrique AvanciniMostrou sua versatilidade absurda também no asfalto

Nota de destaque: Henrique Avancini, uma das maiores lendas do esporte nacional, abriu a semana conquistando a medalha de ouro na prova de Contrarrelógio Individual (CRI), provando que a gestão de potência pura e a aerodinâmica seguem sendo suas maiores armas.

Elite Feminina: Domínio e Velocidade

Entre as mulheres, a vitória da resistência ficou com a espetacular Wellyda Rodrigues, que soube se posicionar perfeitamente para faturar o título da Elite. Na categoria Sub-23, o destaque dourado foi para Mayra da Costa. Já no Contrarrelógio Feminino, a ciclista Tamires Radatz confirmou o favoritismo com um ritmo avassalador contra o cronômetro.

O Legado de Brasília para o Esporte

Realizar o Brasileiro de Estrada na capital federal reforça a força do esporte de alto rendimento no país. O ciclismo moderno exige circuitos que permitam alta velocidade, segurança e visibilidade — elementos que Brasília entrega de sobra com seus eixos e monumentos ao fundo.

Os atletas agora voltam para suas bases com os dados analisados e novas metas, mas o público brasileiro fica com a certeza de que o nosso ciclismo nunca esteve tão profissional, veloz e tecnológico.

No ciclismo moderno, os watts (unidade de potência) transformaram o esporte em uma ciência exata. Antigamente, os ciclistas treinavam e corriam baseando-se na frequência cardíaca ou simplesmente no "feeling" (sensação de esforço). O problema? O coração sofre influência do calor, do café, do nervosismo e demora a responder a um tiro rápido.

A potência, medida por sensores especiais instalados na bicicleta (no pedivela, nos pedais ou no cubo traseiro), é uma métrica de força instantânea. Se você pisa com mais força, o número sobe no mesmo milissegundo. Ela mede o trabalho real que o atleta está empurrando contra os pedais.

Veja como essa tecnologia dita o treinamento e as estratégias de corrida hoje:

1. A Base de Tudo: O FTP (Functional Threshold Power)

Antes de traçar qualquer estratégia, o ciclista precisa conhecer seu FTP (Potência de Limiar Funcional). O FTP é, teoricamente, a maior potência média que um ciclista consegue sustentar por uma hora sem explodir (acumular ácido lático a ponto de travar as pernas).

A partir do FTP, o software de treino calcula as Zonas de Potência:

  • Zona 1 (Recuperação): Menos de 55% do FTP.

  • Zona 2 (Resistência/Aeróbico): Onde o atleta "economiza" energia em provas longas.

  • Zona 4 (Limiar): Ritmo de contrarrelógio.

  • Zona 6/7 (Capacidade Anaeróbica/Sprint): Esforços extremos de poucos segundos.

2. Como Funciona o Treinamento Moderno

Em vez de "pedalar por 4 horas", o treino moderno é cirúrgico:

  • Precisão milimétrica: O treinador prescreve, por exemplo: "Faça 4 séries de 8 minutos a 320 watts, com 4 minutos de descanso a 150 watts".

  • Gerenciamento de carga (TSS): Softwares calculam o Training Stress Score (Pontuação de Estresse de Treino). O técnico sabe exatamente quando o atleta está fadigado ou quando atingiu o ápice da forma física para o dia da corrida.

  • Individualização: Dois atletas podem andar à mesma velocidade no plano, mas um ciclista de 60 kg subindo a 300 watts está voando, enquanto um de 80 kg a 300 watts está sofrendo. O foco muda para a relação Watts por Quilo ($W/kg$).

3. Como os Watts Ditam a Estratégia de Corrida

Na corrida, o ciclocomputador no guidão funciona como o marcador de combustível de um caça. O atleta sabe exatamente quantos "cartuchos" tem para queimar.

O Contrarrelógio Perfeito

É a aplicação mais pura da potência. O atleta (como Henrique Avancini fez ao vencer o CRI em Brasília) projeta a prova para manter uma linha reta de watts próximos ao seu limiar. Se ele subir muito o ritmo no início, faltará energia no final. A estratégia é gerenciar os watts para que o "tanque" esvazie exatamente na linha de chegada.

Economia no Pelotão (Drafting)

Andar no vácuo do pelotão reduz o esforço em até 30% a 40%. Um ciclista moderno monitora seus watts para garantir que está gastando o mínimo possível (em Zona 2) enquanto o pelotão se move rápido. Se ele notar que está precisando fazer 350W apenas para seguir na roda, sabe que está mal posicionado ou que o ritmo está insustentável.

Ataques Calculados

Em uma fuga, os ciclistas usam os dados para cooperar de forma justa ou para destruir os adversários. Se um atleta sabe que seu rival tem um limite de 400W por 5 minutos, ele pode desferir um ataque sustentado a 450W para forçar o oponente a "quebrar" (entrar em colapso anaeróbico).

O Sprint Final

Sprinters de elite guardam energia a prova inteira para despejar potências absurdas — frequentemente passando de 1.500 a 1.800 watts — por apenas 10 a 15 segundos na linha de chegada. Se o atleta gastou muitos watts desnecessários no meio da corrida defendendo posição, ele simplesmente não terá o pico de potência necessário para vencer o sprint.

Resumo da ópera: O ciclismo moderno transformou a estrada em uma equação. Vence quem tem o maior motor ($W/kg$), mas, acima de tudo, quem gerencia melhor os seus watts ao longo do percurso para gastá-los no momento exato. É a fusão perfeita entre a força humana bruta e a ciência de dados.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Pedalando para o Futuro: Como as Ciclovias Transformaram a Mobilidade em São José dos Campos

 


Quando pensamos em São José dos Campos, logo vêm à mente a inovação, o setor aeroespacial e o título de primeira Smart City (Cidade Inteligente) do Brasil. No entanto, há uma revolução silenciosa acontecendo no asfalto — e ela tem apenas duas rodas.

Hoje, a cidade se consolida como uma das principais referências em mobilidade ativa no estado de São Paulo, aproximando-se da impressionante marca de 300 quilômetros de malha cicloviária. Mas como essa estrutura impacta o dia a dia do joseense?

Muito Além do Lazer: A Bicicleta como Meio de Transporte

Houve um tempo em que andar de bicicleta em ambiente urbano era sinônimo de passeio de domingo. Em São José dos Campos, essa realidade mudou drasticamente. A expansão planejada de ciclovias, ciclofaixas e passeios compartilhados transformou a bike em uma alternativa real, rápida e barata para fugir do trânsito.

Atualmente, a malha cicloviária conecta as regiões Sul, Leste, Norte, Oeste e Centro. Isso significa que um morador pode sair de um bairro residencial e ir pedalando com segurança até os grandes polos industriais, tecnológicos ou centros de compras.

Você sabia? São José dos Campos conta com uma ciclovia que interliga o município à vizinha Jacareí, facilitando o deslocamento de trabalhadores que transitam diariamente entre as duas cidades.

Gestão Focada em Sustentabilidade e Inteligência Urbana

Esse avanço na infraestrutura urbana faz parte do plano de metas consolidado pelo atual prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias. Sob sua gestão, o município reforçou o compromisso com os pilares que conferiram à cidade as certificações internacionais de cidade inteligente, resiliente e sustentável.

A ampliação das faixas exclusivas e a preocupação em conectar os bairros mais distantes aos eixos centrais refletem um modelo de governança focado no desenvolvimento sustentável e na qualidade de vida dos mais de 720 mil habitantes da cidade.

Os Números da Mobilidade sobre Duas Rodas

Para entender a magnitude do investimento na qualidade de vida do cidadão, veja os dados atuais da infraestrutura cicloviária da cidade:

IndicadorEstrutura em SJC
Extensão TotalCerca de 299,89 km de vias dedicadas
SegurançaPredomínio de ciclovias segregadas (separadas dos carros por barreiras físicas)
IntegraçãoConexão direta com os principais eixos de transporte público e a Linha Verde

Por que o Modelo de SJC Funciona?

O grande diferencial de São José dos Campos não é apenas a quantidade de quilômetros de pistas, mas sim a conectividade. Uma ciclovia só é útil se levar o cidadão de onde ele está para onde ele precisa ir.

  1. Segurança em Primeiro Lugar: A separação física entre as faixas de carros e as bicicletas reduz drasticamente o risco de acidentes, dando confiança para que idosos e crianças também utilizem as vias.

  2. Saúde e Bolso Agradecem: Com o preço dos combustíveis e o estresse do trânsito, a bicicleta se tornou uma aliada da economia doméstica e da saúde cardiovascular.

  3. Sustentabilidade Real: Cada pessoa que troca o carro pela bike ajuda a diminuir a emissão de gases poluentes, colaborando com as metas ambientais da cidade.

O Futuro da Mobilidade Ativa

Como uma verdadeira Cidade Inteligente, o desafio de São José dos Campos agora é continuar integrando a malha cicloviária aos novos modais de transporte de massa, como os VLAs (Veículos Leves sobre Pneus) da Linha Verde, permitindo que o cidadão faça trajetos combinados de forma cada vez mais fluida.

Andar por São José hoje é perceber que o futuro da mobilidade urbana não é feito apenas de carros elétricos ou tecnologia de ponta, mas também da simplicidade e da eficiência de uma boa pedalada.

Sistema Ciclo viária de São José dos Campos

https://siteprefeitura.sjc.sp.gov.br/media/305057/mapa-cicloviario-de-sao-jose-dos-campos-2025.pdf

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Da Poeira dos Anos 80 aos Bike Parks: A História do Mountain Bike em São José dos Campos


Da Poeira dos Anos 80 aos Bike Parks: A História do Mountain Bike em São José dos Campos

Se você pedala por São José dos Campos, já deve ter percebido que a bicicleta faz parte do DNA da nossa cidade. Mas você sabia que o município não é apenas um ótimo lugar para andar de bike hoje, mas sim um dos pilares da construção do Mountain Bike (MTB) no Brasil?

Das primeiras trilha

s de terra batida no final dos anos 1980 até as estruturas de nível internacional que temos hoje, São José dos Campos tem uma história rica, cheia de poeira, inovação e muita paixão pelo esporte.

Coloque o capacete e venha viajar no tempo com a gente para entender como a nossa cidade virou a "Capital do Vale" também no MTB!

O Início de Tudo: O Ano de 1989 e as Primeiras Competições

O Mountain Bike chegou oficialmente ao Brasil ali por volta de 1988. E adivinha? São José dos Campos estava na primeira fila.

Em 1989, aconteceu o lendário I Campeonato Brasileiro de Mountain Bike, patrocinado pela Caloi. O campeonato teve apenas cinco etapas para desbravar as poucas "magrelas de pneu grosso" que existiam no país. Duas dessas cinco etapas históricas aconteceram onde? Exatamente, em São José dos Campos.

Naquela época, não havia a divisão de categorias cheia de tecnologia que temos hoje. Era todo mundo junto, descendo no braço, com garfos rígidos (sem suspensão!) e freios que sofriam na lama. A cidade provou ali que tinha o relevo perfeito e a comunidade engajada que o esporte precisava para crescer.

Inovação "Made in SJC": A Revolução das Suspensões

Você não pode contar a história do MTB brasileiro sem falar de São José dos Campos por um motivo industrial: a ProShock.

Fundada na cidade em 1993 por engenheiros formados no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), a empresa nasceu da necessidade de criar tecnologia nacional para o esporte. Nos anos 90, importar peças era caríssimo e burocrático.

Modelos lendários de suspensão como a HR60 e a HR70 foram desenvolvidos e fabricados em solo joseense. Elas equiparam as bicicletas dos maiores campeões brasileiros daquela década, transformando São José no polo tecnológico do ciclismo nacional.

Curiosidade: Embora a fábrica tenha mudado para Santa Catarina anos mais tarde para expandir sua estrutura industrial, a semente da inovação do MTB nacional foi plantada e regada aqui na nossa cidade.

O Relevo Privilegiado: Onde os Pioneiros Forjavam Suas Pernas

O que atraiu os primeiros ciclistas para São José foi a geografia. A transição entre a planície do Vale do Paraíba e a imponente Serra da Mantiqueira criou o cenário perfeito.

Antigamente, as trilhas clássicas passavam por áreas que hoje estão urbanizadas, mas a busca por novos desafios levou os ciclistas a desbravarem regiões vizinhas e distritos que viraram santuários do MTB, como:

  • São Francisco Xavier: Com subidas desafiadoras e altimetria de respeito.

  • Região do Urbanova: Que por muitos anos (e até hoje) serviu de quintal de treino rápido para os joseenses.

  • Trilhas da zona norte: Conectando a cidade a Monteiro Lobato e estradas vicinais de terra batida.

A Nova Era: O Paraíso das Pistas, Parques e Pump Tracks

Se nos anos 80 e 90 o MTB em São José era sinônimo de aventura pura e caminhos desconhecidos, as últimas décadas transformaram a cidade em um dos maiores complexos de infraestrutura para esportes sobre duas rodas do país. Hoje, o ciclista joseense tem à disposição desde a mata fechada até estruturas públicas e privadas de nível internacional:

  • Mobai Bike Land: O grande símbolo dessa evolução privada. Localizado na cidade, o espaço se tornou um dos maiores e mais modernos bike parks da América Latina. Com mais de 10 pistas desenhadas especificamente para diferentes níveis (do iniciante ao profissional), estrutura de Pump Track gigante, além de gastronomia e lazer, o parque atrai atletas de todo o país.

  • Parque Alberto Simões (Altos de Santana): Um verdadeiro presente público para o esporte na Zona Norte. O parque se tornou referência ao oferecer, de forma gratuita, uma pista de Mountain Bike no estilo Cross Country (XCO) excelente para treinos de força e técnica, além de um Pump Track de asfalto perfeito para treinar o embalo e o controle da bike. É o ponto de encontro perfeito para quem quer evoluir no esporte sem sair da área urbana.

  • Pista de BMX da Zona Sul: O ciclismo em São José também se fortalece na base e na velocidade. A pista de Bicicross (BMX) na Zona Sul é um polo formador de atletas e um patrimônio para quem gosta de saltos, técnica e velocidade explosiva. Muitos pilotos de MTB utilizam as pistas de BMX para refinar o controle de curva e a leitura de terreno.

  • Pump Track de São Francisco Xavier: Subindo a serra, o distrito mais charmoso da cidade ganhou um reforço de peso para os ciclistas. O Pump Track público de SFX atrai crianças, iniciantes e atletas experientes que sobem a montanha para pedalar. É a mistura perfeita do clima de montanha com a modernidade das pistas de fluxo contínuo.

O esporte deixou de ser apenas um hobby de fim de semana de poucos corajosos e virou um motor econômico, turístico e de saúde pública para a nossa região.

O Legado Continua

Olhar para trás e ver que São José dos Campos sediou as primeiras etapas do campeonato nacional em 1989 e hoje abriga uma rede tão vasta de pistas públicas, bike parks e trilhas nos dá muito orgulho.

O Mountain Bike joseense cresceu, se profissionalizou e ganhou tecnologia, mas a essência continua exatamente a mesma daquela galera de 30 e poucos anos atrás: a sensação de liberdade, o respeito à natureza e a parceria que só quem compartilha a trilha consegue entender.

E você, qual é o seu pico favorito para rodar em São José? Prefere o desafio técnico do Alberto Simões, o fluxo do Mobai ou o visual de SFX? Conta para a gente nos comentários!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Sangue, Suor e Alpes: O Espetáculo da Copa do Mundo de Mountain Bike em Lenzerheide

 

Sangue, Suor e Alpes: O Espetáculo da Copa do Mundo de Mountain Bike em Lenzerheide

Se existe um lugar no planeta onde o Mountain Bike é tratado como religião, esse lugar é Lenzerheide, na Suíça. Conhecida mundialmente como o Bike Kingdom, a região alpina recebe a elite do ciclismo mundial para uma das etapas mais rápidas, técnicas e insanas do calendário da UCI (União Ciclística Internacional).

Seja nos saltos gigantescos do Downhill (DHI) ou nas subidas de estourar os pulmões do Cross-Country (XCO), Lenzerheide nunca decepciona. Se você quer entender por que essa prova é tão icônica e o que está em jogo nas pistas suíças, pegue o seu capacete e venha com a gente!

O Palco: Por que Lenzerheide é o "Reino da Bike"?

Aninhada nas montanhas suíças, a pista de Lenzerheide é famosa por duas coisas: a beleza impressionante dos Alpes e a velocidade brutal dos circuitos.

  • No Cross-Country (XCO/XCC): O circuito mistura trechos de raízes expostas, pedras enormes (rock gardens) e poeira rústica com trechos de asfalto veloz. A altitude também joga o jogo: os atletas competem a quase 1.500 metros acima do nível do mar, onde o oxigênio é mais raro.

  • No Downhill (DHI): A pista STRAIGHTLINE faz jus ao nome. É um traçado extremamente veloz, íngreme e recheado de saltos massivos onde qualquer erro milimétrico resulta em queda feia.

Além de tudo isso, a torcida suíça dá um show à parte. Milhares de fãs lotam as encostas da montanha armados com os famosos cowbells (sinos de vaca) e motosserras sem corrente para fazer barulho. O barulho é ensurdecedor!

O "Efeito Nino Schurter" e o Orgulho Local

Não dá para falar de Copa do Mundo na Suíça sem falar da maior lenda viva do esporte: Nino Schurter. O multicampeão mundial corre literalmente em casa, já que nasceu e cresceu na região de Graubünden.

Lenzerheide já foi palco de momentos históricos para Nino, incluindo o dia em que ele quebrou o recorde histórico de vitórias em Copas do Mundo diante de sua torcida inflamada. Correr na Suíça significa ver lendas locais duelando contra novos fenômenos do esporte, como Tom Pidcock e Victor Koretzky.

O que torna essa etapa crucial para o campeonato?

Como o calendário da Copa do Mundo de MTB exige consistência, Lenzerheide costuma ser o divisor de águas da temporada.


Curiosidade de bastidor: O clima nos Alpes é completamente imprevisível. Uma manhã de sol radiante pode se transformar em uma tempestade de lama em questão de minutos, mudando completamente a calibragem dos pneus e a estratégia das equipes de apoio nos boxes.

Onde assistir e como acompanhar?

Para os fãs brasileiros, a transmissão oficial das principais baterias da Elite (XCC, XCO e DHI) acontece ao vivo pelas plataformas de streaming da própria UCI e canais parceiros de direitos de transmissão internacional (como a Max/Eurosport em algumas regiões). Como o fuso horário da Suíça está algumas horas à frente do Brasil, as corridas costumam acontecer no nosso período da manhã — a desculpa perfeita para tomar aquele café caprichado assistindo ao melhor do ciclismo de montanha.


E aí, para quem vai a sua torcida na pista suíça? Você acha que a velha guarda ainda domina ou a nova geração vai roubar a cena no Bike Kingdom? Clique aqui e envie seu palpite por e-mail!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Trip Bike SFX: Desvende a Serra da Mantiqueira sobre Duas Rodas!

Trip Bike SFX: Desvende a Serra da Mantiqueira sobre Duas Rodas!

São José dos Campos, 8 de fevereiro de 2026 – Se você é apaixonado por ciclismo e aventura, certamente já ouviu falar do Trip Bike SFX. Mais do que um simples passeio de bicicleta, este evento se consolidou como um dos maiores desafios de cicloturismo do Vale do Paraíba, atraindo centenas de ciclistas para uma jornada inesquecível rumo ao charmoso distrito de São Francisco Xavier (SFX).

Pronto para sentir a adrenalina e contemplar paisagens de tirar o fôlego?



Pedalando em estrada de terra no meio da mata atlântica, com montanhas ao fundo e um céu azul. A imagem transmite aventura e natureza. Ciclistas pedalando em estrada de terra no meio da mata atlântica, com montanhas ao fundo e um céu azul. A imagem transmite aventura e natureza.

O Desafio que Une Esporte e Natureza

Organizado pela Prefeitura de São José dos Campos, o Trip Bike SFX é um evento que transcende a competição. Seu principal objetivo é incentivar a prática do ciclismo, promover a saúde e, claro, proporcionar uma imersão nas belezas naturais da Serra da Mantiqueira.

O percurso clássico tem aproximadamente 55 a 56 km, partindo geralmente do Parque Ribeirão Vermelho, no Urbanova. Os ciclistas enfrentam uma mistura desafiadora de estradas de terra e trechos de asfalto, atravessando paisagens exuberantes de Mata Atlântica.

Imagine-se pedalando por trilhas cercadas de verde, com o ar puro da serra invadindo seus pulmões. 



Solitário em uma trilha de terra em meio a uma densa floresta, com raios de sol penetrando pelas árvores e uma sensação de paz e conexão com a natureza.

As Provas de Resistência: Subidas e Vistas Panorâmicas

O que torna o Trip Bike SFX um desafio tão especial? A resposta está na altimetria acumulada. Prepare suas pernas para subidas constantes e exigentes, como a famosa "subida da Casinha", que testa a resistência até dos ciclistas mais experientes. Mas não se preocupe: cada gota de suor é recompensada com vistas panorâmicas espetaculares da serra.

A chegada à praça principal de São Francisco Xavier é sempre um momento de celebração e superação. A comunidade local recebe os participantes com entusiasmo, criando um ambiente de camaradagem e alegria que coroa o esforço de todos, com suas bicicletas e equipamentos de ciclismo. A atmosfera é de alegria e conquista.



Preparação é a Chave do Sucesso

Para encarar o Trip Bike SFX, um bom preparo é fundamental. O evento é considerado de dificuldade moderada a difícil, exigindo condicionamento físico e alguma familiaridade com terrenos irregulares.

Dicas essenciais para sua aventura:

  • Condicionamento: Treine em subidas e estradas de terra.

  • Mecânica Básica: Leve câmara de ar reserva, espátulas e bomba.

  • Hidratação e Nutrição: Água, géis e alimentos energéticos são seus melhores amigos.

  • Segurança: Capacete é obrigatório! Luvas e óculos são altamente recomendados.

O Legado para São Francisco Xavier

Além do esporte, o Trip Bike SFX tem um impacto significativo no distrito. O evento impulsiona o turismo sustentável, movimentando o comércio local, restaurantes e pousadas, e consolidando SFX como um destino "bike friendly".

Não perca a chance de fazer parte dessa história!

Fique atento aos canais oficiais da Prefeitura de São José dos Campos para as datas da próxima edição. O Trip Bike SFX é mais do que um percurso; é uma experiência que ficará marcada em sua memória e em seu currículo de ciclista.

Pronto para pedalar rumo à aventura? 



Ciclistas pedalam até SFX no primeiro Trip Bike do ano

 

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Ciclistas se concentraram no Parque Ribeirão Vermelho para a largada - Foto: Divulgação

Lucas Brito
Esporte e Qualidade de Vida

A primeira edição de 2025 do Trip Bike, tradicional passeio ciclístico promovido pela Prefeitura de São José dos Campos, movimentou mais de mil ciclistas que acordaram cedo neste domingo (2) para encarar 55 quilômetros de trilha.

O percurso, conhecido como Casinha A, saiu do Parque Ribeirão Vermelho, no Urbanova, região oeste da cidade, e foi até a praça central do distrito de São Francisco Xavier, região norte, passando por belas paisagens e trechos de Mata Atlântica que contemplam o bioma da Serra da Mantiqueira, em estradas de terra e asfalto.

Participando pela 3ª vez do evento, Eudes Souza Santos trouxe a cachorrinha Amora para fazer companhia. "Ela está sempre pedalando comigo, treinando, já está acostumada com trilhas. Esse contato com a natureza é demais", contou.


Eudes e Amora fizeram sucesso na largada | Foto: Claudio Vieira/PMSJC

O Trip Bike também atrai ciclistas de outras cidades, como Djalma Vilela, que veio com um grupo direto de Pindamonhangaba. "São José é referência em ciclismo, por todo o apoio que a Prefeitura oferece. Isso faz a diferença na qualidade de vida e no turismo", destacou.


A Liga do Pedal de Pinda marcou presença em peso | Foto: Claudio Vieira/PMSJC

Orientações e apoio

O evento é gratuito, aberto ao público e destinado para quem tem experiência em trilhas. É obrigatório o uso de equipamentos de segurança, como capacete e luvas. Recomenda-se levar garrafa de água para reidratação e câmara de ar reserva.

Equipes da GCM (Guarda Civil Municipal) e agentes da Mobilidade Urbana acompanharam os ciclistas desde a largada até a chegada.

A estrutura de apoio aos ciclistas disponibilizou serviços de ambulâncias em todo o percurso e um caminhão para recolher bicicletas em caso de problemas.

No trajeto, foram posicionadas placas de sinalização em locais estratégicos e pontos de apoio para distribuição de água, barras de cereal e banheiros químicos localizados no início do bairro Pau de Saia, na Estrada das Tábuas e depois da Cachoeira do Roncador. 

Durante o passeio, os ciclistas tiveram que manter a trilha limpa. No retorno, cada participante foi responsável por providenciar o próprio transporte. A orientação foi de não trafegar pela SP-50 de bike.


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Esporte e Qualidade de Vida

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Gustavo Xavier e Raiza Goulão conquistam o título do Campeonato Brasileiro de Maratona 2025




Gustavo Xavier e Raiza Goulão conquistam o título do Campeonato Brasileiro de Maratona 2025

O fim de semana foi de grandes emoções para o mountain bike nacional. Os atletas Gustavo Xavier e Raiza Goulão confirmaram o favoritismo e conquistaram o título do Campeonato Brasileiro de Maratona (XCM) 2025, realizado na cidade de  Maringá.

Com percursos desafiadores, muita subida e trilhas técnicas, a competição reuniu os melhores ciclistas do Brasil e testou ao limite a resistência, estratégia e superação de cada atleta.

Gustavo Xavier domina entre os homens

Na disputa masculina, Gustavo Xavier brilhou e mostrou consistência do início ao fim da prova. O ciclista da equipe Spcialezed conseguiu abrir vantagem na parte final do percurso e cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, garantindo o título nacional.

Com essa conquista, Xavier reafirma sua posição como um dos principais nomes do mountain bike brasileiro e reforça sua preparação para desafios internacionais.

 Raiza Goulão é campeã entre as mulheres

Na elite feminina, a goiana Raiza Goulão  também fez uma prova impecável. Experiente em competições internacionais, Raiza soube administrar o ritmo nas partes mais duras da maratona e acelerou nos momentos decisivos para garantir mais um título brasileiro para sua carreira vitoriosa.

A vitória consolida Raiza como referência do MTB no país e inspiração para novas gerações de ciclistas.

A força do mountain bike brasileiro

O Brasileiro de Maratona 2025 mais uma vez mostrou a força e o crescimento do MTB no Brasil, atraindo atletas de várias regiões e proporcionando uma disputa de alto nível técnico. Além dos títulos de Xavier e Raiza, a competição premiou os melhores de cada categoria, valorizando tanto os profissionais da elite quanto os amadores apaixonados pelo esporte.-

Próximos desafios

Após o título, tanto Gustavo Xavier quanto Raiza Goulão já voltam o foco para o calendário internacional, onde buscam levar o nome do Brasil a pódios ainda maiores.-

👉 O mountain bike brasileiro segue em ascensão, e conquistas como essa mostram que o país tem talentos capazes de brilhar dentro e fora das trilhas.


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